
Uma tendência ficando sem fôlego. A cunha aparece quando o preço continua indo na mesma direção, mas cada passo rende menos. As duas linhas vão se fechando como um funil. É gente cansando.
Cunha descendente. Topos e fundos cada vez mais baixos, mas cada nova mínima dura menos. O preço fura o fundo e volta rápido pra dentro. Os vendedores estão perdendo a força. Pode vir uma virada pra cima.
Cunha ascendente. O espelho: topos e fundos cada vez mais altos, mas cada nova máxima não se sustenta. Os compradores estão cansando. Pode vir uma virada pra baixo.
O sinal que importa: falta de continuidade. O preço passa rapidinho do limite da cunha e não consegue ficar lá. Voltou pra dentro? É o sinal de cansaço.
Junte com o gráfico maior. As melhores cunhas aparecem quando o padrão pequeno concorda com o contexto grande. Se o diário está subindo e fazendo um fundo mais alto, uma cunha descendente no gráfico de 1 hora pode ser o ponto que muita gente observa pra entrar. Se o diário está caindo e fazendo um topo mais baixo, uma cunha ascendente no de 1 hora pode ser o ponto de observar uma venda.
Como desenhar. Ligue os topos e os fundos principais, encostando nos corpos das velas, não nos pavios.
Um jeito de montar (um exemplo, não uma regra).
Entrada: quando uma nova mínima (ou máxima) perde continuidade e o preço volta pra dentro da cunha.
Stop: além do ponto extremo da cunha, com uma folga. Cunhas podem furar um pouco antes de virar, e stop colado demais sai cedo.
Saída: depois do rompimento, o gráfico maior mostra os próximos e , que servem de alvo. A saída em três partes está no capítulo 16.
Avançado: entrar em partes. Dá pra começar com uma parte da posição depois do primeiro furo falso, realizar um pedaço no primeiro repique e completar se o preço testar de novo sem força. Sempre com o risco total definido antes.